segunda-feira, 6 de julho de 2009

O privilégio de viver no AMOR



Meus caros,


Esta reportagem é para mim, das mais bonitas que vi até hoje, intimamente poucas profissões vivem diariamente este sentimento tão nobre e que faz de todos os humanos, seres felizes, solidários, meigos, carinhosos.


Deixo ao critério de cada um, mas aqui define-se a palavra AMOR.





sábado, 27 de junho de 2009

Perito / Iniciado


Caros visitantes do blogue:


Estive ausente, mas não menos atento.


O livro "De iniciado a perito" é mais uma pérola da Enfermagem.


É das melhores argumentações que se podem manifestar nas reuniões sindicais / MS.


Tal como em qualquer profissão, o iniciado é um mero tarefeiro, a tentar abarcar a eficiência do perito, ser rápido, seguro, iniciar a perspicácia, sem grande poder de argumentação, no fundo, a caminhar numa estrada segura mas com as suas fissuras.


O perito tem uma amplitude de actuação tão eficiente que percepciona um problema só pela observação, escuta do paciente.

Sabe, sente, argumenta, tem a segurança e certeza de que a sua percepção é a realidade, promovendo uma rapidez no tratamento e restabelecimento.

É aqui que o argumento da remuneração, respeito, importância, experiência se encaixam na perfeição.


Exemplo prático:


Um iniciado perante um EAP, refere que o dte está dispneico, mt diaforético, agitado, hipoxemico, autonomamente inicia O2, tenta acalmar o dte, aguarda intervenção clínica.


Um perito, inicia antes de o não-enfermeiro chegar, procedimentos que farão toda a diferença, algaliação, O2 em alto débito, 2 PVP, e se for uma equipa perfeitamente dinâmica e sem obstáculos, inicia fármacos de eleição.


Aqui reside a diferença! Quem beneficia totalmente é sem dúvida o paciente.

Outros exemplos podem ser dados e explanados, mas fica para quem me ouve, e não para quem me lê, lol.


O enfermeiro perito é o profissional mais credênciado de qualquer serviço onde trabalhe, não tenham sombra de dúvida!


Mas o que faz "saltar" de inicado a perito?????


Simples, a audácia, o tempo, o interesse, a motivação, a formação num determinado serviço, creio que no mínimo entre 8 a 10 anos será a média, falamos em média, existem sempre desvios padrões, lol.


Ora, num serviço onde a rotatividade seja mola de acção, tirem conclusões.


Mas, não esquecer, o perito volta a iniciado sempre que muda de serviço. Daí eu aconselhar a OE, a promover um maior número de opções para especialização. Pois de nada vale ser especialista num serviço, onde não exerço essa soberania de conhecimentos. Onde faço a diferença??

A motivação de ser enfermeiro especialista / perito / sénior / graduado em patologia do foro cardiaco, faz toda a diferença. Promovendo que o enfermeiro se sinta autónomo, investigador, professor e se mantenha anos sem fim naquele serviço. Não observamos os não-enfermeiros a "saltar" de especialidade em especialidade, de serviço em serviço.


Se não querem atribuir especialidades, então atribuam graus de pericidade nas diversas áreas (medicina interna, NCR, CCT, etc), com a respectiva remuneração e estatuto.


Por exemplo,

Quando me apresento ao dte, digo sou o Enf. X, graduado (sénior, perito, especilizado) em medicina interna. (o nome é discutível, fica para os gramáticos e semânticos)

Para terminar,
ainda tenho a manifestar o meu total desagrado pela chefia que tem especialidade em pediatria, mas exerce gestão em cuidados de enfermagem neurocirúrgicos que tem pouco ou nada da supremacia de conhecimentos específicos que aprendeu! Brada só de ver esta inércia, retrocidade na mente dos Enf Directores, Supervisores e Chefes.
Não vejo, nenhum não-enfermeiro ser chefe de serviço de obstetrícia, e ser especialista em CCT.

Cumprimentos a todos.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Licenciado ou Licenciado mas pouco influente ...??



O tempo passa, corre, urge e desde Janeiro já houveram novidades na Enfermagem.....


A Enfermagem possui no seu grau académico uma Licenciatura de Base, de 4 anos, com mais de 4600 horas. Outras tantas profissões portuguesas seguem-lhe o mesmo ritmo.

Mas, porque não é igual para todos o ordenado????

Meus caros, o estatuto, responsabilidade cívil, contabilidade do que é feito, título académico, autonomia, importância na sociedade regem por A+B o ordenado de qualquer profissão.

Onde a Enfermagem tem de melhorar, para argumentar com força, dinâmica, respeito, e pôr as mentes brilhantes do MS a pensar, respeitar e dar a devida notoriedade à classe????? E mais, será do interesse para os não enfermeiros que nós obtamos tanta importância / remunerações justas???


Promover uma profissão tradicionalmente subalterna a um estatuto igual?? sim, porque ordenado igual, estatuto igual.

Em 1º lugar, temos mt poucos ou nenhuns enfermeiros (não subalternos) no MS, ou seja, são aniquilados logo que falam ou reenvindicam (se é que o fazem).

Como todos sabemos, os cargos nos ministérios são cada vez mais voláteis. "se és do contra, outro ocupa o teu lugar"


Em 2º lugar, os enfermeiros estão a abandonar a sua responsabilidade, dizem: "o Sr não enfermeiro é que manda, é que lhe dá alta, é que lhe faz tudo, loloolololol" Eu sou apenas uma marionete. ERRADO!!!!!!! Assim, não vamos lá. Para os que não o fazem, os meus PARABÉNS! Merecem ganhar mais.


Em 3º, contabilidade do que é feito no hospital, pois se formos aos diários de Enfermagem, vemos uma quantidade enorme de falhas, onde mais de 2/3 do trabalho não consta, logo não é entendido como realizado. Como podemos nós querer ganhar mais, se as notas dizem, "dte dormiu bem, descansou por periodos"??? - Escrever o que faço é o melhor argumento para dizer o quanto trabalho desenvolvo em prole do outro.

Em 4º, o titulo académico é meramente fugaz, quando os outros factores estão negativos.

Por último, a autonomia, esta é a base de qualquer grupo profissional, a Enfermagem luta contra o estigma de subalternismo há uns largos anos. Tem conquistado e deve continuar.

A área da investigação deve ganhar notoriedade, devemos soltar-nos perante a sociedade. Também devemos estudar muito mais, dominar não só as rotinas dos vários departamentos, mas também as fisiopatologias que nos são pouco familiares.

"do silêncio à voz"

domingo, 18 de janeiro de 2009

Motivação para caminhar em 2009



Antes de mais, desejo a todos os Srs Enfermeiros um Ano 2009 de grande conquista, assertividade, promoção de saúde, luta pelos sucessos profissionais, tendo sempre o DOENTE com o cume da montanha.






Ainda que tenhamos uma crise económica pela frente, não podemos resignar!




O Ano começa e os ataques não abrandam, pelo contrário aumentam e sobem mesmo de tom.




Todos, mesmos os mais cépticos, frustrados, etc, amam esta profissão, faço o desafio.... saiam do silêncio......




Os não-enfermeiros que querem ser meio enfermeiros / meio médicos, porque fica sempre a dúvida, afinal de contas o que querem ser??? estão à procura de uma carreira, espero que a enfermagem saiba responder a este desafio, pelo que a mim concerne terão um obstáculo como mencionei no post anterior!




Os não-enfermeiros que querem vacinar, fazer pensos e muito mais, terão um obstáculo, pois denunciarei cada passo em falso!




Estes foram e são para já os grandes ataques mediáticos, que espero a OE incentive os seus membros a esgrimir.

Sabemos bem, os motivos destes ataques: lobies económicos (aumentar leque de mercado, quando as farmácias hospitalares estão em marcha); o querer ser TAE num contexto SIV, mas sem enfermeiro (o eliminado - carinhosamente apelidado), sem curso superior, comparando as realidades incomparáveis - SSaúde dos EUA, Inglês, no fundo ao bom gosto português: subir, sem se cansar muito, atropelando quem lhes deu crédito - porque não comparam também como Obama foi eleito? são sistemas de sufrágio diferentes, apliquemos então ao nosso pequenino país! Porque não passam a considerar o estado português apenas mais um estado do USA. Gostaria de ver.... lolllllll




Estamos em ano de nova carreira, que teima em ser adiada, onde temos muitos motivos de luta, a greve de zelo, o ficar à porta como os colegas da Saúde 24, podem vir a ser desencadeadas.


Parece política, mas temos de dizer BASTA! de tanto pontapé levar!




Por uma enfermagem de valor mundial!






"do silêncio à voz"




terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Os enfermeiros no pré-hospitalar.....



Soltam-se os gritos, o gato mia........





O INEM continua numa aposta de inovação, dinâmica. (espero que seja essa a intenção)





Fomenta agora, o já há mt sonhado pelos técnicos de ambulância de emergência (TAE), carreira com actos de enfermagem e médicos.

É óbvio que os Enfermeiros não obstam a tal facto, todos devem lutar por uma carreira digna, motivadora de sucesso e orgulho para qq profissional.

O problema reside nas funções que os TAE pretendem almejar. Ser detentor dos procedimentos consagrados no Regulamento do Exercício Profissional de Enfermagem, documento aprovado pela Assembleia da República, compete unicamente aos portadores do título de enfermeiro. Ora, os Srs TAE não tem título de enfermagem, logo, não podem nem devem desempenhar funções que estão consagradas a outras profissões.

Exemplo,
Os Enfermeiros que estão a instrumentar cirurgias, também as podem fazer, mas sabem perfeitamente ocupar o seu lugar, logo, não entram em conflito com cirurgiões.
Os Enfermeiros que estão na eq de anestesiologia tb sabem anestesiar (EOT, sedação, curarização, etc) mas não o fazem, nem reenvindicam uma carreira atropelando outros não-enfermeiros.
Assim, os enfermeiros das SIV e VMER, inicialmente tb se vão apoiar nos TAE mais credenciados, aprendendo, isso tb acontece com os não-enfermeiros que estão no ínicio do internato, mas depois ganham asas e voam no campo do conhecimento e autonomia. Isto é assim, para qq profissão.
A sabedoria é partilhada por mts num mesmo espaço, mas cada um tem a sua função.

Os TAE também podem ter a sua carreira, mas não têm de a conquistar invadindo o campo de outros.

Relatam que um paramédico convidado a um congresso fala que os enfermeiros querem ser paramédicos, será mesmo assim??? Se era paramédico não ia defender os enfermeiros, certo? e se o convidaram os TAE, não iria entrar em conflito com quem deu o dinheiro para palestrar.

Se aumentam as competências, quer as VMER, mas ainda com mais relevo as SIV não têm nexo estar a expandir e a proliferar no país. Isto revela, que o INEM está a ser gerido da frente para trás.

Os Enfermeiros do pré-hospitalar são e serão sempre uma mais valia, quer queiram, quer não. As práticas que os TAE estão reenvindicar são o dia-a-dia dos Enfermeiros, daí não ter nexo formar outros qd já existe quem o faça há mts e mts anos.

A enfermagem tem funções específicas e nunca vai abdicar delas.

O número de horas de formação que querem leccionar aos TAE, nada dizem do que será a prática.

A OE vai intervir certamente, esperamos que de forma assertiva e não passiva como há bem pouco tempo.


No blogue doutorenfermeiro, comentadores insurgem-se que não existem enfermeiros que consigam cobrir todo o território, isto é mt certo. Mas cada um de nós não tem uma ambulância à porta para socorrer qd necessitamos, em nenhum local do mundo isso existe. As SIV vieram cobrir mts defeitos do sistema. E não esqueçamos, qd alguém tem de morrer TAE, Enfermeiro e /ou Médico algum por mais perto ou longe que esteja, poderá evitar.

Desaprovo portanto a medida anunciada pelo Sr Sec Estado e concordância pela Presidência do INEM.

Recuso supervisão ou orientação de TAE no meu departamento.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O Caminho faz-se caminhando......


A Enfermagem Portuguesa está a entrar numa fase de retrocesso de gravidade ímpar.......

Qual a causa????

A etiologia desta doença que parece não ter fármaco para a tratar???

Será um síndrome raro???


De certo que muitos terão a sua argumentação a estas questões.

Vou portanto expôr o meu argumento.......


Já referi em post anterior que os Enfermeiros não estão a usar a sua arma mais poderosa a seu favor...... dirão, qual arma??


Meus caros, mais nenhum profissional de saúde passa tantas horas com o seu doente!


Portanto, a sua melhor arma é mesmo o objecto da nossa profissão: O DOENTE!!!!!!


Quem tiver esta arma do seu lado, tem a saúde na mão!


Por mais que outros profissionais de saúde lutem, esgrimem, critiquem, queiram abarcar funções, promover discordia, conflituem, entre outros, nunca estão 24 horas com o doente.


Caros, usem esta "arma".


Questão, logo a surgir, como usar??? lol


Mt simples,


- apresentem-se sempre ao doente;

- sejam competentes;

- quando não possuem conhecimento da patologia, procurem-no e passem a dominar o tema;

- promovam o bem-estar do próprio doente com autonomia;

- não evoquem os não-enfermeiros como sendo os mentores de cada acto que praticam, todos sabemos que é puro engano, mas aos olhos do doente parece que somos criados, portanto afinquem o vosso acto;
- escrevam notas de enfermagem com rigor científico, demonstrando o que fazem pelo doente;

- expliquem tudo o que vão fazer antes de proceder;

- entre outros........

- mudem a forma de dizer as coisas: "pelo facto de observar que o Sr. está com problemas intestinais (obstipação) comuniquei ao clínico, e ambos concordámos que irá iniciar uma dieta rica em fibras, ingestão hidrica mais acentuada, caso não resolvamos o problema, acordámos iniciar um medicamento, etc, etc, etc, etc"

simples + simples, não há.. lolololololoolololol


Isto demonstra ao doente que não somos criados de ninguém e trabalhamos em equipa.


Tendo o doente do nosso lado, como temos, garantidamente, podemos começar a lutar pela carreira, melhores condições de trabalho, etc......

Argumentando sempre com o nosso trabalho, casos práticos no dia-a-dia. E não, como têm feito até aqui a OE e os Sindicatos: "faltam enfermeiros para assegurar os cuidados aos utentes deste hospital" ------ alguém percebeu alguma coisa??????? niente...... lolooloool, isto é perder tempo de antena, é atirar para nós a incompetência e ignorância......


Se disserem: "existem 30 dtes internados neste hospital com AVC, estes doentes precisam de ser mobilizados de 2 em 2 horas para não sofrerem feridas na sua pele, correndo risco de vida, caso estas feridas infectem, aumentando em cerca de 50% o tempo de internamento, encargos na alta para os seus familiares, sofrimento, etc....... assim, com o despedimento de 10 enfermeiros, estes doentes só poderam ser mobilizados de 6 em 6 horas!" - o caso muda de tom em qq jornal da tarde.......

Tão fácil, não acham?????


Basta dizer o que fazemos, sem medo, sem vergonha!



"do silêncio à voz"



quinta-feira, 6 de novembro de 2008

SIV



Reforço de competências..................


Prestação de cuidados de emergência com maior qualidade técnico-científica..............


Portugal no séc. XXI



As competências da Enfermagem podem e devem ser aumentadas, em prole do utente, em prole do país. Somos o maior grupo profissinal da Saúde, mas o número é inversamente proporcional ao estímulo, motivação, autonomia, entre outros.

O INEM iniciou um investimento e ampliação de recursos qualificados nos seus quadros integrando Enfermeiros nas ambulâncias de emergência, medida da qual não podemos discordar e sim apoiar (na vizinha Espanha, transatlântica Califórnia já existem há mt com provas dadas - http://www.nursetv.com/) - Percebe-se neste site que Enfermeiros de craveira em UCI's, Urgência potencializam cuidados de excelência em emergência aos seus cidadãos.

Os Enfermeiros sentem-se motivados para a produção de adrenalina, mas o valor remuneratório pago é inversamente proporcional ao risco, condições de trabalho.

Existe uma diferença muito acentuada entre as remunerações das VMER e das SIV.

Caminhamos por isso na mesma instituição para enfermeiros de 1ª e enfermeiros de 2ª.

A diferença é discriminativa e motivo de contestação, desmotivação.
Aguardamos que o INEM e os responsáveis pela Enfermagem no INEM tenham isso em consideração!