sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

criticar, criticar, olhar o espelho......


Vejo muitos dos Srs Enfermeiros fazer inúmeras criticas..... acumular desânimo...... dizer mal do SNS... do estatuto........ da remuneração..... do grande volume de trabalho..... da pouca modéstia dos não-enfermeiros.... da desorganização.... do clamar dos doentes..... do tempo.... de promoverem aos discentes de enfermagem o desconforto do que os espera......



EU também faço parte do rol..... luto todos os dias contra esse meu comportamento.....


Cada um de nós deve encetar, no seu local de actividade, a melhor organização de trabalho tendo como ponto máximo o cliente/doente/utente (eu prefiro mesmo: a pessoa).


Falta material, diga-se.

Faltam enfermeiros, diga-se.

Faltam AAM, diga-se.

A desorganização abunda, diga-se.


Mas, todos sabemos que dizer será porventura o mais fácil, dizemos a quem nos chefia? pois....

Façamos o exercício ao contrário.

Se fora eu a gerir, como gostara que os meus colaboradores me abordassem, no sentido de promover o serviço?


Gostaria que me dissessem tudo o que estivesse de menor agrado, mas claro, me transmitissem ideias compensatórias.


Por vezes, denoto-me a trabalhar a 200km/h, pergunto-me....

Será mesmo o volume de trabalho ou há algo que estou a fazer que é função de outro?

Olho para a minha volta e vejo-me sozinho, neste mesmo pensamento.


A enfermagem é uma excelente samaritana e deve continuar..... mas temos de ser mais intensivos com o que somos unicamente nós a fazer, desenvolver, promover, investigar.....


A investigação em enfermagem tem de ser promovida................... baseada em cientificidade. No blogue do colega dr enf., vejo um Sr Enf. desenvolver e promover uma prática de exercício físico, a anteceder a sessão de Hemodiálise. Brilhante!!!! As pessoas entrevistadas estavam contentes, dinâmicas e conseguem ter maior "aptidão" para enfrentar as 4horas de cadeirão.


Este é obviamente um exemplo a seguir!


Até breve.......

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Gestão, especificidade, harmonia, humanização, interesse público


Passado um mês e mais uns dias..... cá volto.... ;)


Pois desta vez, o tema ronda o interesse público...

Sou um leitor assíduo do blog doutorenfermeiro, é de facto, um enfermeiro no anonimato, mas quem o não é? cada um de nós, no seu departamento, somos muito anónimos, sabemos o porquê, mas queremos para conforto próprio, sentir-nos assim...... dormimos melhor senão nos pedirem responsabilidades.

Posto isto, apresento a minha argumentação relativamente à gestão dos serviços/departamentos pelos Srs Enfermeiros.

Quem mais sabe da gestão, senão aqueles a quem todos (não-enfermeiros no seu geral) pedem tudo?

Exemplo prático: a torneira não funciona, Sr Enf.? o monitor não funciona, Sr Enf? a lâmpada está INOP, Sr Enf? não há papel na impressora, Sr Enf? a ambulância nunca mais chega para o transporte do dte X, Sr Enf? o lixo não foi recolhido, Sr Enf? a minha sala está suja, Sr Enf? as análises ainda não estão prontas, Sr Enf? a maca está INOP, Sr Enf? o material de penso, cirurgia, esterilização ainda não está operacional, Sr Enf? o fármaco que foi pedido ainda não está no serviço, Sr Enf? temos poucos AAM, Sr Enf? temos poucos Enfermeiros no serviço, Sr Enf? o maqueiro foi mal-educado, Sr Enf? os familiares foram agressivos, Sr Enf? o segurança/vigilante não actuou e fui agredido, Sr Enf? o dte X onde se encontra, Sr Enf?

Bom, digamos que estariamos aqui a dar exemplos que nunca mais acabam........ Se somos tão solicitados, porque estamos na sombra? Porque não reenvindicamos mais, mais, mais......? Vamos lá acordar e pôr a justiça na profissão!


Somos específicos, como tenho dito, em inúmeras áreas: Reabilitação, Saúde Pública, Obstetrícia, Pediatria, Psiquiatria, Médico-Cirúrgica porque não evoluir ainda mais, assumir a autonomia por completo?


A Harmonia dos serviços, departamentos, centros de saúde, etc depende de nós, somos o elo de ligação de todas profissões e doentes, vamos fazer valer esta propriedade da Enfermagem.


A Humanização vai de encontro à forma como tratamos o doente, e por mais que queiram ou não, somos os mentores desta arte que Deus nos deixou e nos é fomentada na Escola Superior. As outras profissões estão a Anos-Luz desta capacidade. O curso de Enfermagem é dos mais completos em formação humanista, pedagógica, ética, científica e prática. Façamos valer este carisma. As outras profissões na área tentam seguir-nos, somos exemplo para os outros. Fomentem este valor.


É de todo interesse do cidadão que a Enfermagem seja valorizada e deixe de ser meramente silêncio. Tome conta do SNS, nas suas mais altas instâncias. Pelo que li (doutorenfermeiro.blogspot.com), Inlgaterra já se apercebeu disso e vai em frente sem medos, rodeios, lobbies, corporativismos. Nunca fomos Secretários de Estado, nunca fomos Ministros, nem de Deputados sei se alguma vez fomos. Apenas dou um exemplo, de um amigo meu, enfermeiro que foi Governador Cívil de uma capital de distrito e do qual tenho muito orgulho.



Meus caros cá estou sempre, a tentar injectar um fármaco de eleição nas guide lines da progressão: de nome ambição-coragem,IV (urgência na actuação, com uma semi-vida curta, mas eficaz).


Cumprimentos........

quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

mudar...


O mundo tem um horário de rotação de 24 horas, fá-lo todos os dias, mas só de vez em quando nos damos conta.


A mudança é muito mais fácil no pensamento, do que na prática.


Voltei a iniciado, não tenho qualquer prurido em dizê-lo.


Cultura, Organização, Rácio... bom, realidades incomparáveis.


Jamais posso dizer que não sinto SAUDADES............... sentirei sempre. Digamos que "não há AMOR como o primeiro"


Mas a vida é feita de aventura, de mudança, de dinâmica e não podemos resignar.


Por isso, devemos seguir sempre a nossa caminhada.


Estou melancólico....... é o efeito residual.


A todos os que me visitam, não tenham medo de decidir, agir. Só quem age: aprende, evolui.


Cumprimentos


sexta-feira, 24 de Julho de 2009

Obrigado não chega......


Meus caros e grandes amigos(as):


A todos os que me conhecem e partilharam estes anos comigo, agradeço do mais profundo que em mim existe.

As palavras que escreveria não chegariam para relatar o manifesto de gratidão que sinto.

Transporto em mim um pouco de todos, sim, todos temos a personalidade própria, mas adoptamos muitos dos comportamentos que aprendemos dos outros, por isso, sou um misto de bonitas senhoras e senhores do suc.

Sempre que quiserem, estou nos píncaros do frio, aproveitem, casa à borla.

Saudade, palavra única e bem portuguesa.

Amor, tudo o que sinto por todos.


Do vosso montain.

segunda-feira, 6 de Julho de 2009

O privilégio de viver no AMOR



Meus caros,


Esta reportagem é para mim, das mais bonitas que vi até hoje, intimamente poucas profissões vivem diariamente este sentimento tão nobre e que faz de todos os humanos, seres felizes, solidários, meigos, carinhosos.


Deixo ao critério de cada um, mas aqui define-se a palavra AMOR.





sábado, 27 de Junho de 2009

Perito / Iniciado


Caros visitantes do blogue:


Estive ausente, mas não menos atento.


O livro "De iniciado a perito" é mais uma pérola da Enfermagem.


É das melhores argumentações que se podem manifestar nas reuniões sindicais / MS.


Tal como em qualquer profissão, o iniciado é um mero tarefeiro, a tentar abarcar a eficiência do perito, ser rápido, seguro, iniciar a perspicácia, sem grande poder de argumentação, no fundo, a caminhar numa estrada segura mas com as suas fissuras.


O perito tem uma amplitude de actuação tão eficiente que percepciona um problema só pela observação, escuta do paciente.

Sabe, sente, argumenta, tem a segurança e certeza de que a sua percepção é a realidade, promovendo uma rapidez no tratamento e restabelecimento.

É aqui que o argumento da remuneração, respeito, importância, experiência se encaixam na perfeição.


Exemplo prático:


Um iniciado perante um EAP, refere que o dte está dispneico, mt diaforético, agitado, hipoxemico, autonomamente inicia O2, tenta acalmar o dte, aguarda intervenção clínica.


Um perito, inicia antes de o não-enfermeiro chegar, procedimentos que farão toda a diferença, algaliação, O2 em alto débito, 2 PVP, e se for uma equipa perfeitamente dinâmica e sem obstáculos, inicia fármacos de eleição.


Aqui reside a diferença! Quem beneficia totalmente é sem dúvida o paciente.

Outros exemplos podem ser dados e explanados, mas fica para quem me ouve, e não para quem me lê, lol.


O enfermeiro perito é o profissional mais credênciado de qualquer serviço onde trabalhe, não tenham sombra de dúvida!


Mas o que faz "saltar" de inicado a perito?????


Simples, a audácia, o tempo, o interesse, a motivação, a formação num determinado serviço, creio que no mínimo entre 8 a 10 anos será a média, falamos em média, existem sempre desvios padrões, lol.


Ora, num serviço onde a rotatividade seja mola de acção, tirem conclusões.


Mas, não esquecer, o perito volta a iniciado sempre que muda de serviço. Daí eu aconselhar a OE, a promover um maior número de opções para especialização. Pois de nada vale ser especialista num serviço, onde não exerço essa soberania de conhecimentos. Onde faço a diferença??

A motivação de ser enfermeiro especialista / perito / sénior / graduado em patologia do foro cardiaco, faz toda a diferença. Promovendo que o enfermeiro se sinta autónomo, investigador, professor e se mantenha anos sem fim naquele serviço. Não observamos os não-enfermeiros a "saltar" de especialidade em especialidade, de serviço em serviço.


Se não querem atribuir especialidades, então atribuam graus de pericidade nas diversas áreas (medicina interna, NCR, CCT, etc), com a respectiva remuneração e estatuto.


Por exemplo,

Quando me apresento ao dte, digo sou o Enf. X, graduado (sénior, perito, especilizado) em medicina interna. (o nome é discutível, fica para os gramáticos e semânticos)

Para terminar,
ainda tenho a manifestar o meu total desagrado pela chefia que tem especialidade em pediatria, mas exerce gestão em cuidados de enfermagem neurocirúrgicos que tem pouco ou nada da supremacia de conhecimentos específicos que aprendeu! Brada só de ver esta inércia, retrocidade na mente dos Enf Directores, Supervisores e Chefes.
Não vejo, nenhum não-enfermeiro ser chefe de serviço de obstetrícia, e ser especialista em CCT.

Cumprimentos a todos.

sexta-feira, 13 de Março de 2009

Licenciado ou Licenciado mas pouco influente ...??



O tempo passa, corre, urge e desde Janeiro já houveram novidades na Enfermagem.....


A Enfermagem possui no seu grau académico uma Licenciatura de Base, de 4 anos, com mais de 4600 horas. Outras tantas profissões portuguesas seguem-lhe o mesmo ritmo.

Mas, porque não é igual para todos o ordenado????

Meus caros, o estatuto, responsabilidade cívil, contabilidade do que é feito, título académico, autonomia, importância na sociedade regem por A+B o ordenado de qualquer profissão.

Onde a Enfermagem tem de melhorar, para argumentar com força, dinâmica, respeito, e pôr as mentes brilhantes do MS a pensar, respeitar e dar a devida notoriedade à classe????? E mais, será do interesse para os não enfermeiros que nós obtamos tanta importância / remunerações justas???


Promover uma profissão tradicionalmente subalterna a um estatuto igual?? sim, porque ordenado igual, estatuto igual.

Em 1º lugar, temos mt poucos ou nenhuns enfermeiros (não subalternos) no MS, ou seja, são aniquilados logo que falam ou reenvindicam (se é que o fazem).

Como todos sabemos, os cargos nos ministérios são cada vez mais voláteis. "se és do contra, outro ocupa o teu lugar"


Em 2º lugar, os enfermeiros estão a abandonar a sua responsabilidade, dizem: "o Sr não enfermeiro é que manda, é que lhe dá alta, é que lhe faz tudo, loloolololol" Eu sou apenas uma marionete. ERRADO!!!!!!! Assim, não vamos lá. Para os que não o fazem, os meus PARABÉNS! Merecem ganhar mais.


Em 3º, contabilidade do que é feito no hospital, pois se formos aos diários de Enfermagem, vemos uma quantidade enorme de falhas, onde mais de 2/3 do trabalho não consta, logo não é entendido como realizado. Como podemos nós querer ganhar mais, se as notas dizem, "dte dormiu bem, descansou por periodos"??? - Escrever o que faço é o melhor argumento para dizer o quanto trabalho desenvolvo em prole do outro.

Em 4º, o titulo académico é meramente fugaz, quando os outros factores estão negativos.

Por último, a autonomia, esta é a base de qualquer grupo profissional, a Enfermagem luta contra o estigma de subalternismo há uns largos anos. Tem conquistado e deve continuar.

A área da investigação deve ganhar notoriedade, devemos soltar-nos perante a sociedade. Também devemos estudar muito mais, dominar não só as rotinas dos vários departamentos, mas também as fisiopatologias que nos são pouco familiares.

"do silêncio à voz"