sexta-feira, 13 de março de 2009

Licenciado ou Licenciado mas pouco influente ...??



O tempo passa, corre, urge e desde Janeiro já houveram novidades na Enfermagem.....


A Enfermagem possui no seu grau académico uma Licenciatura de Base, de 4 anos, com mais de 4600 horas. Outras tantas profissões portuguesas seguem-lhe o mesmo ritmo.

Mas, porque não é igual para todos o ordenado????

Meus caros, o estatuto, responsabilidade cívil, contabilidade do que é feito, título académico, autonomia, importância na sociedade regem por A+B o ordenado de qualquer profissão.

Onde a Enfermagem tem de melhorar, para argumentar com força, dinâmica, respeito, e pôr as mentes brilhantes do MS a pensar, respeitar e dar a devida notoriedade à classe????? E mais, será do interesse para os não enfermeiros que nós obtamos tanta importância / remunerações justas???


Promover uma profissão tradicionalmente subalterna a um estatuto igual?? sim, porque ordenado igual, estatuto igual.

Em 1º lugar, temos mt poucos ou nenhuns enfermeiros (não subalternos) no MS, ou seja, são aniquilados logo que falam ou reenvindicam (se é que o fazem).

Como todos sabemos, os cargos nos ministérios são cada vez mais voláteis. "se és do contra, outro ocupa o teu lugar"


Em 2º lugar, os enfermeiros estão a abandonar a sua responsabilidade, dizem: "o Sr não enfermeiro é que manda, é que lhe dá alta, é que lhe faz tudo, loloolololol" Eu sou apenas uma marionete. ERRADO!!!!!!! Assim, não vamos lá. Para os que não o fazem, os meus PARABÉNS! Merecem ganhar mais.


Em 3º, contabilidade do que é feito no hospital, pois se formos aos diários de Enfermagem, vemos uma quantidade enorme de falhas, onde mais de 2/3 do trabalho não consta, logo não é entendido como realizado. Como podemos nós querer ganhar mais, se as notas dizem, "dte dormiu bem, descansou por periodos"??? - Escrever o que faço é o melhor argumento para dizer o quanto trabalho desenvolvo em prole do outro.

Em 4º, o titulo académico é meramente fugaz, quando os outros factores estão negativos.

Por último, a autonomia, esta é a base de qualquer grupo profissional, a Enfermagem luta contra o estigma de subalternismo há uns largos anos. Tem conquistado e deve continuar.

A área da investigação deve ganhar notoriedade, devemos soltar-nos perante a sociedade. Também devemos estudar muito mais, dominar não só as rotinas dos vários departamentos, mas também as fisiopatologias que nos são pouco familiares.

"do silêncio à voz"

domingo, 18 de janeiro de 2009

Motivação para caminhar em 2009



Antes de mais, desejo a todos os Srs Enfermeiros um Ano 2009 de grande conquista, assertividade, promoção de saúde, luta pelos sucessos profissionais, tendo sempre o DOENTE com o cume da montanha.






Ainda que tenhamos uma crise económica pela frente, não podemos resignar!




O Ano começa e os ataques não abrandam, pelo contrário aumentam e sobem mesmo de tom.




Todos, mesmos os mais cépticos, frustrados, etc, amam esta profissão, faço o desafio.... saiam do silêncio......




Os não-enfermeiros que querem ser meio enfermeiros / meio médicos, porque fica sempre a dúvida, afinal de contas o que querem ser??? estão à procura de uma carreira, espero que a enfermagem saiba responder a este desafio, pelo que a mim concerne terão um obstáculo como mencionei no post anterior!




Os não-enfermeiros que querem vacinar, fazer pensos e muito mais, terão um obstáculo, pois denunciarei cada passo em falso!




Estes foram e são para já os grandes ataques mediáticos, que espero a OE incentive os seus membros a esgrimir.

Sabemos bem, os motivos destes ataques: lobies económicos (aumentar leque de mercado, quando as farmácias hospitalares estão em marcha); o querer ser TAE num contexto SIV, mas sem enfermeiro (o eliminado - carinhosamente apelidado), sem curso superior, comparando as realidades incomparáveis - SSaúde dos EUA, Inglês, no fundo ao bom gosto português: subir, sem se cansar muito, atropelando quem lhes deu crédito - porque não comparam também como Obama foi eleito? são sistemas de sufrágio diferentes, apliquemos então ao nosso pequenino país! Porque não passam a considerar o estado português apenas mais um estado do USA. Gostaria de ver.... lolllllll




Estamos em ano de nova carreira, que teima em ser adiada, onde temos muitos motivos de luta, a greve de zelo, o ficar à porta como os colegas da Saúde 24, podem vir a ser desencadeadas.


Parece política, mas temos de dizer BASTA! de tanto pontapé levar!




Por uma enfermagem de valor mundial!






"do silêncio à voz"




terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Os enfermeiros no pré-hospitalar.....



Soltam-se os gritos, o gato mia........





O INEM continua numa aposta de inovação, dinâmica. (espero que seja essa a intenção)





Fomenta agora, o já há mt sonhado pelos técnicos de ambulância de emergência (TAE), carreira com actos de enfermagem e médicos.

É óbvio que os Enfermeiros não obstam a tal facto, todos devem lutar por uma carreira digna, motivadora de sucesso e orgulho para qq profissional.

O problema reside nas funções que os TAE pretendem almejar. Ser detentor dos procedimentos consagrados no Regulamento do Exercício Profissional de Enfermagem, documento aprovado pela Assembleia da República, compete unicamente aos portadores do título de enfermeiro. Ora, os Srs TAE não tem título de enfermagem, logo, não podem nem devem desempenhar funções que estão consagradas a outras profissões.

Exemplo,
Os Enfermeiros que estão a instrumentar cirurgias, também as podem fazer, mas sabem perfeitamente ocupar o seu lugar, logo, não entram em conflito com cirurgiões.
Os Enfermeiros que estão na eq de anestesiologia tb sabem anestesiar (EOT, sedação, curarização, etc) mas não o fazem, nem reenvindicam uma carreira atropelando outros não-enfermeiros.
Assim, os enfermeiros das SIV e VMER, inicialmente tb se vão apoiar nos TAE mais credenciados, aprendendo, isso tb acontece com os não-enfermeiros que estão no ínicio do internato, mas depois ganham asas e voam no campo do conhecimento e autonomia. Isto é assim, para qq profissão.
A sabedoria é partilhada por mts num mesmo espaço, mas cada um tem a sua função.

Os TAE também podem ter a sua carreira, mas não têm de a conquistar invadindo o campo de outros.

Relatam que um paramédico convidado a um congresso fala que os enfermeiros querem ser paramédicos, será mesmo assim??? Se era paramédico não ia defender os enfermeiros, certo? e se o convidaram os TAE, não iria entrar em conflito com quem deu o dinheiro para palestrar.

Se aumentam as competências, quer as VMER, mas ainda com mais relevo as SIV não têm nexo estar a expandir e a proliferar no país. Isto revela, que o INEM está a ser gerido da frente para trás.

Os Enfermeiros do pré-hospitalar são e serão sempre uma mais valia, quer queiram, quer não. As práticas que os TAE estão reenvindicar são o dia-a-dia dos Enfermeiros, daí não ter nexo formar outros qd já existe quem o faça há mts e mts anos.

A enfermagem tem funções específicas e nunca vai abdicar delas.

O número de horas de formação que querem leccionar aos TAE, nada dizem do que será a prática.

A OE vai intervir certamente, esperamos que de forma assertiva e não passiva como há bem pouco tempo.


No blogue doutorenfermeiro, comentadores insurgem-se que não existem enfermeiros que consigam cobrir todo o território, isto é mt certo. Mas cada um de nós não tem uma ambulância à porta para socorrer qd necessitamos, em nenhum local do mundo isso existe. As SIV vieram cobrir mts defeitos do sistema. E não esqueçamos, qd alguém tem de morrer TAE, Enfermeiro e /ou Médico algum por mais perto ou longe que esteja, poderá evitar.

Desaprovo portanto a medida anunciada pelo Sr Sec Estado e concordância pela Presidência do INEM.

Recuso supervisão ou orientação de TAE no meu departamento.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O Caminho faz-se caminhando......


A Enfermagem Portuguesa está a entrar numa fase de retrocesso de gravidade ímpar.......

Qual a causa????

A etiologia desta doença que parece não ter fármaco para a tratar???

Será um síndrome raro???


De certo que muitos terão a sua argumentação a estas questões.

Vou portanto expôr o meu argumento.......


Já referi em post anterior que os Enfermeiros não estão a usar a sua arma mais poderosa a seu favor...... dirão, qual arma??


Meus caros, mais nenhum profissional de saúde passa tantas horas com o seu doente!


Portanto, a sua melhor arma é mesmo o objecto da nossa profissão: O DOENTE!!!!!!


Quem tiver esta arma do seu lado, tem a saúde na mão!


Por mais que outros profissionais de saúde lutem, esgrimem, critiquem, queiram abarcar funções, promover discordia, conflituem, entre outros, nunca estão 24 horas com o doente.


Caros, usem esta "arma".


Questão, logo a surgir, como usar??? lol


Mt simples,


- apresentem-se sempre ao doente;

- sejam competentes;

- quando não possuem conhecimento da patologia, procurem-no e passem a dominar o tema;

- promovam o bem-estar do próprio doente com autonomia;

- não evoquem os não-enfermeiros como sendo os mentores de cada acto que praticam, todos sabemos que é puro engano, mas aos olhos do doente parece que somos criados, portanto afinquem o vosso acto;
- escrevam notas de enfermagem com rigor científico, demonstrando o que fazem pelo doente;

- expliquem tudo o que vão fazer antes de proceder;

- entre outros........

- mudem a forma de dizer as coisas: "pelo facto de observar que o Sr. está com problemas intestinais (obstipação) comuniquei ao clínico, e ambos concordámos que irá iniciar uma dieta rica em fibras, ingestão hidrica mais acentuada, caso não resolvamos o problema, acordámos iniciar um medicamento, etc, etc, etc, etc"

simples + simples, não há.. lolololololoolololol


Isto demonstra ao doente que não somos criados de ninguém e trabalhamos em equipa.


Tendo o doente do nosso lado, como temos, garantidamente, podemos começar a lutar pela carreira, melhores condições de trabalho, etc......

Argumentando sempre com o nosso trabalho, casos práticos no dia-a-dia. E não, como têm feito até aqui a OE e os Sindicatos: "faltam enfermeiros para assegurar os cuidados aos utentes deste hospital" ------ alguém percebeu alguma coisa??????? niente...... lolooloool, isto é perder tempo de antena, é atirar para nós a incompetência e ignorância......


Se disserem: "existem 30 dtes internados neste hospital com AVC, estes doentes precisam de ser mobilizados de 2 em 2 horas para não sofrerem feridas na sua pele, correndo risco de vida, caso estas feridas infectem, aumentando em cerca de 50% o tempo de internamento, encargos na alta para os seus familiares, sofrimento, etc....... assim, com o despedimento de 10 enfermeiros, estes doentes só poderam ser mobilizados de 6 em 6 horas!" - o caso muda de tom em qq jornal da tarde.......

Tão fácil, não acham?????


Basta dizer o que fazemos, sem medo, sem vergonha!



"do silêncio à voz"



quinta-feira, 6 de novembro de 2008

SIV



Reforço de competências..................


Prestação de cuidados de emergência com maior qualidade técnico-científica..............


Portugal no séc. XXI



As competências da Enfermagem podem e devem ser aumentadas, em prole do utente, em prole do país. Somos o maior grupo profissinal da Saúde, mas o número é inversamente proporcional ao estímulo, motivação, autonomia, entre outros.

O INEM iniciou um investimento e ampliação de recursos qualificados nos seus quadros integrando Enfermeiros nas ambulâncias de emergência, medida da qual não podemos discordar e sim apoiar (na vizinha Espanha, transatlântica Califórnia já existem há mt com provas dadas - http://www.nursetv.com/) - Percebe-se neste site que Enfermeiros de craveira em UCI's, Urgência potencializam cuidados de excelência em emergência aos seus cidadãos.

Os Enfermeiros sentem-se motivados para a produção de adrenalina, mas o valor remuneratório pago é inversamente proporcional ao risco, condições de trabalho.

Existe uma diferença muito acentuada entre as remunerações das VMER e das SIV.

Caminhamos por isso na mesma instituição para enfermeiros de 1ª e enfermeiros de 2ª.

A diferença é discriminativa e motivo de contestação, desmotivação.
Aguardamos que o INEM e os responsáveis pela Enfermagem no INEM tenham isso em consideração!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

e com isto , vamos alimentando o monstro....


O título do post pode ser controverso, mas tenho a noção que identifica um facto que se passa com todos os enfermeiros.


Todos passamos o mesmo suplício, fruto de tradição, cultura, entre outros, mantemos um nível baixo de autonomia, de frustração, etc.... cada um de nós põe certamente mais adjectivos neste etc.


Com isto, quero comentar o seguinte:


em cada serviço por onde passo, vejo uma azafama enorme na eq de enfermagem, sempre aterefada, numa corrida contra o tempo, numa luta desigual, num frenesim que brada só a ver, que chega a cansar só com os olhos, a minha questão é: isto será qualidade de cuidados??


A resposta sincera é concerteza: NÃO!


O que se passa nestes serviços/departamentos dos nossos HHs???????


Pois todos sabemos, rácio mt abaixo dos mínimos preconizados pela OMS - enfermeiro/doente. Isto tem implicações enormes para a saúde do doente, despesa pública, performance do enfermeiro.


Vemos uns em congressos, aumentando o seu saber a custo zero, outros pagam e por vezes têm de realizar um esforço magnânimo para assistir e concluir cursos de formação.


Como pode haver qualidade de cuidados, quando em mts HHs os 3 enfermeiros passam toda a manhã a realizar higienes de 40 doentes dependentes, fazendo com que o trabalho seja unicamente higiene? As horas da medicação são cumpridas??? A possibilidade de erro não aumenta nestas circunstâncias? Onde está a actividade de suprimir as necessidades afectadas do doente num curto espaço de tempo? Onde estão os planos de cuidados que tanto estudámos na Escola Superior? Sabiam até que as notas de enfermagem não são objecto de arquivo morto?

A importância do nosso trabalho também está no que escrevemos! Mas o valor dado é nulo! Pelas próprias instituições. Também temos de ter consciência que existem notas que não têm "sumo" nenhum para qualquer arquivo - auto-negligência da nossa parte!


A CIPE(Classificação Internacional para a Prática da Enfermagem - linguagem universal dos enfermeiros), um valor em crescente para o nosso trabalho! Incrível, só a malta do Norte (e mt bem) está a trabalhar com ela com a seriedade e rigor que a mesma exige!


Que andamos nós a fazer?????????


Pensem nisto........... sei que é apenas a ponta do iceberg, mas cada um de nós lute!


Como podemos deixar passar isto em branco?


quarta-feira, 18 de junho de 2008

A GREVE


Já muitos questionaram....................

Poucos aderem....................

Imensos motivos para aderir......................

Perda de dinheiro..........

Trabalho a dobrar..........................

Entre outros.........


Pois bem, a greve é um instrumento reenvindicativo, que normalmente é usada como último recurso, num qualquer processo de negociação, entre entidade empregadora e seus colaboradores, convocada pelos sindicatos defensores dos seus associados.


Os enfermeiros não fogem à regra, mas têm uma particularidade que outras profissões não têm: o nosso lema é a saúde da pessoa humana. Como tal, tem de ser dito a todos os que leêm este post Os Enfermeiros fazem greve nos seus serviços, mas nunca abandonam o seu local de trabalho.

Ou seja, os utentes internados pouco ou nada sentem a greve, assim como os familiares que os visitam.

Os únicos enfermeiros que estão no poder, de não comparecer nos seus serviços são aqueles que desenvolvem o seu trabalho numa condição electiva.


Muitos colegas não aderem. Argumentam: os sindicatos nada fazem.... Trabalhamos mais...... Porque não uma adesão onde não fariamos rigorosamente nada ??? dois dias de greve são penalizadores para "o bolso", etc.........

Bom, devo dizer que o argumento da paralisação/ abandono da instituição é algo ridículo, alguns dirão, porquê???? os outros profissionais também páram e têm um mediatismo bem notório?


Se fosse a vossa mãe, pai etc que estava internado e/ou entrava na urgência não queriam que este fosse cuidado???? claro que queriam!!!! Mas se existisse alguém a dizer "estou em greve" e bem pode morrer, ficar sem ser alimentado, imundo, com dores que eu "não mexo uma palha", ninguém gostaria de ser tratado desta maneira. Daí não existir por parte dos sindicatos uma norma de cuidados mínimos, cada enfermeiro terá na sua consciência o que são os seus cuidados mínimos.


Trabalhamos muito mais neste dias porque somos bem menos, na ordem dos 50% a menos, mas isso acontece com todas as outras profissões. Se repararem, quando existe uma greve nos outro grupos profissionais, de facto no dia da greve estão parados, mas nos dias seguintes o trabalho duplica em muito. O que acontece aos enfermeiros é que trabalham a dobrar no próprio dia de greve.


Muitos dizem: "a greve não serve para nada"

Os mesmos que dizem não apontam outras formas de reenvidicar, dentro do quadro legislativo.

Só vejo uma outra solução: demissão em bloco (nacional), tal como aconteceu na Finlândia.

Fica a questão: Os enfermeiros Portuguese terão a coragem para tal feito????